sábado, setembro 11, 2010

UM POEMA: A descoberta dos olhos

Vai de escuro em escuridão
palmando um jeito de forma.
Consegue ter bons momentos,
se brinca com as pálpebras em eventos,
diante a mais, talvez, luz.

Claro-escuro-escuro-claro.
Mais rápido e não vê diferença,
mas riso diante do descampado e a visão
é turva, em vez, a vença

Chove nas novenas do santo.
Cânticos para não verterem mais ilusão.
Descubra nalguma força, um poema,
veja que vastidão.
De fé, de mundo que inventa, de tudo.
Aliás, não seria demais um poema,
estante de mundo, relido, fundo,
criado, mudo, mas logo tanta oração.
Flores de relva ao prado, não.

A descoberta dos olhos
imita a vida com cega visão.

Um comentário:

Anderson Calandrini disse...

e só ver o que o senhor tem que fazer na postagens do blog de ouro que coloquei. no Idealismomental.blogspot.com