segunda-feira, março 26, 2007

ACTA DIURNA AMAPAENSE: três "supostos" momentos do mais do mesmo.

Interessante é o movimento de acontecimentos nas terras desse nosso Brasil. Recentemente algumas operações de desmonte de grupos articulados em espoliar o erário estão estampadas nas manchetes dos jornais de Macapá e de outras partes do Brasil. Mais interessante ainda é que vez ou outra irrompe esse tipo de apreensão como se pudéssemos periodicizar quando isso irá acontecer. Seja na chamada Operação Sanguessuga até a atual, denominada de Antídoto, o que se vê é a publicação de esquemas fraudulentos e ilegais que estão a acontecer bem diante de nossos olhos; e o que nos falta de percepção para vermos a sanha desses eventos criminosos esbara na conivência de parcelas da população que fortalecem tais inescrupulosos arranjos em benefícios próprios. Assim segue nossa crônica local com indícios dos mais desabonadores aos cenários empresarial, político e social. Das duas uma, ou não sabemos definir o joio do trigo dos acontecimentos, interesses, personalidades e esquemas; ou por outro lado, apreciamos tudo, qual construção de um circo social, onde vemos os acontecimentos das apreensões e roubos do patrimônio público como algo verdadeiramente semelhante a um show de horrores de nossa sociedade, típico daquilo que se divulga de mais perverso e ao mesmo tempo mais inebriante, criando certo público cativo. Nesse ultimo caso, temos muito do que nos preocupar, pois assim sendo, seriamos quais pagantes de um espetáculo que já sabemos o enredo, não abrindo possibilidades de reclamação, nem muito menos lugar para reverberações outras caso a mensagem subliminar seja mais que obviamente taxativa: somos nós os palhaços do circo social. Quero crer o contrário, mas...

As imagens acima foram tiradas do site de um jornal local, portanto não caraterizam calúnia, mas ilustração de fatos. Se verdadeiros culpados ou não, cabe as apuraçòes; ainda assim, figuram, quem sabe, como lugares-tenente de atores que daquilo que ainda nem sabemos, ou não queremos ver.

Estamos atentos,

Conselho Editorial.

quinta-feira, novembro 23, 2006

“FESTIVAL DE MÚSICA DO MEIO DO MUNDO, AMCAP, `VALORES CULTURAIS`: perguntas”.

Recentemente aconteceram as inscrições para o I Festival de Música do Meio do Mundo, realizado pela Associação de Músicos do Amapá. Iniciativa louvável pela promoção de valores em meio a riqueza musical local; característica nada surpreendente na artística-brasilidade-pungente. Ainda assim, peço licença para um questionamento urgente, se assim posso enquadrar. Pergunto: como se escolhe música num festival que exige anonimato na inscrição, mas possui como material de análise fonogramas que evidenciam as vozes de artistas já conhecidos? Será possível configurar isenção nas escolhas, tendo em vista que as comissões, em geral, são compostas de indivíduos que circulam nos meios das artes, reconhecedores, reconhecidos e reconhecíveis? E o que seriam mesmo os ditos “valores artísticos”a serem apreciados na obra musical, no presente caso? De uma, foram mais questões. Mas é verdade, isso inquieta, e como! Fico sempre apreensivo sobre como esses processos acontecem, tendo em vista os vislumbres individuais aos holofotes e louros do reconhecimento. Tendo em vista as perícias inadvertidas (ou/e muitas vezes adversamente apoiadas) de benefícios e felicitações corporativas. Tendo em vista o nosso mundo... Pedimos todos, observadores mundo-locais, assim, divulgação dos critérios utilizados para escolha das composições e seus compositores; esta última, provocação mesmo. Este blog é lugar de debate, nada de acusação indevida, mas voz a quem quer ser ouvido. Um espaço opinativo, não opinioso. Waiting...
Conselho Editorial

quinta-feira, novembro 09, 2006

NO RIO MATAPI E NOS QUILOMBOS RURAIS DO AMAPÁ.

Estamos apurando dados interessantes sobre a situação das comunidades quilombolas no estado do Amapá. Já fizemos uma visita a algumas delas ao longo do Rio Matapi; comunidades estas ligadas ao município de Santana. Retornaremos em breve para a obtenção de novos dados. É interessante ressaltar que nessa região foi onde ocorreram os casos que ficaram conhecidos como o uso de "cobaias humanas" em estudos sobre a malária por parte de órgãos públicos brasileiros e uma instituição de ensino norte-americana. Em breve mais esclarecimentos. Fiquem atentos e mandem pautas ou informações para que possamos apurar e publicar. Sempre atento a realidade do estado do Amapá e regiâo.

Até mais,

Conselho Editorial.