sábado, maio 01, 2010

Os motivos da escrita: abstrações, transformação, ligações...

Para que escrevemos tanto? Para quem? Quem lê? Quem nos acompanha? O silêncio das palavras representa algo? No mundo das opiniões onde estamos situados? Há aqueles que dizem ser essa uma tendência de nossos tempos: a possibilidade de opinarmos livremente, tendo a nosso favor veículos democráticos, tendo um cenário vasto e muitas vezes não claramente definido de leitores. Nesse desconhecimento não sabemos com certa clareza quais as opiniões dos leitores, como se desenvolve a receptividade de certas idéias, como são utilizados esse conjuntos de textos, imagens, áudio, filmes, dentre outros meios de recorte do nosso tempo.
Quem lê tanta noticias, de tantos mundos, de tantas formas diferentes? Já recebi respostas de pessoas que justificavam a não leitura por serem velhos e não terem tempo para ler. Certamente há aqueles que já não se surpreendem com nada. Com nada ou sobre nada se incomodam; o mundo passa em suas formas e sentidos e estão lá, marcando o velho posto a serviço de coisa alguma que valha ser mencionada posto que o sentido é vazio. Ainda se morre hoje pelas idéias? Quem tramaria tal desatino, diriam alguns outros? O grande laboratório da sala-de-aula me permite observar certos movimentos das partes sociais. Idéias e opiniões pululam como se tivessem vida própria. E há tanta ingenuidade e arrogância nas salas das escolas e faculdades. Dia após dia, discursos que são tão previsíveis. Falas contagiadas de inumeráveis vícios. A fala do professor não foge desse contexto. Quais são os motivos de todos os dias? Por que alunos e professores estão ali? Por que políticos e servidores estão nos seus postos? Por que nos contagiamos por querer debater e mudar, ou fazer permanecer? Se há perguntas em demasia, existem respostas em quantidade! A pedagogia da motivação (essa eu proclamo!), nosso desafio cotidiano. Falham nossos argumentos quando nem mesmo a abstração consegue ter efeito. Da vida real, com suas coisas reis nem menciono, justo porque estariam ali, a queima roupa, coisas óbvias demais para gerarmos polêmica, os olhos vêem. Mas o que acontece com a relação entre o mundo das abstrações e as pessoas; e digo melhor, entre as imagens da abstração e os estudantes, os privilegiados ao ato de pensar? O que acontece com os privilegiados da leitura?
O exercício do pensamento, é sobre isso que estou tratando aqui. Supomos hoje que aqueles que fazem os mais diversos meios de divulgação do pensamento sejam pessoas atentas e ativas no propósito de construção de um mundo melhor. Vamos mais uma vez supor que esse mesmo contingente seja aquele que constrói idéias, formam opinião, movimentam valores (os mais diversos), possibilitam as circulações possíveis; essas pessoas hoje podem ser merecedoras de crédito? Os motivos para tanto se falar, tanto se opinar certamente estão situados num contexto de inquietações, de incômodos, de vislumbres que não são nada vencidos diante do massacrante cotidiano.
Motivar-se para a escrita cotidiana, semanal, esse é o ensejo que persegue esse escriba que busca merecer o caminho da humildade. Os motivos não são somente tocados no campo dos temas, mas da disposição, do refinamento daquilo que move como certo compromisso inadiável. Alguma sintonia que nos toca como algo de mesma raiz da realização, da boa energia do combate de argumentos e ações, dos companheirismos conquistados, das criticas que podem ser acréscimos (seja como são apresentadas); os mesmos motivos para querer acordar todos os dias. A consciência que pensa e quer ligar-se a outras maneiras de pensar, a outras abstrações e recortes de mundo. A extensão do pensamento é outro pensamento, não o isolamento, mas as complementaridades, as sinapses sociais, coletivas, comunitárias, grupais, de horda, de tribo. Mas precisamos saber que as consciências transitam nas suas individualidades pungentes, querendo reconhecer o mundo, tendo às vezes a estrita de pendência dos olhos que vêem ou se deixam cegar, mas que circulam pelas vias da existência, das ruas, dos propósitos. Motivos há, palavras a mão cheia! Ainda não fechamos as idéias sobre esse  ponto...

Respiros!

Chove a noite, calor durante o dia, em Macapá!
A heterogênea cidade, para onde olhar e ver?
Lendo os poemas de Jorge de Lima, belas imagens, provocações de lonje-perto.
A palavra de ordem: Atenção!
Estamos a disposição para colaboração em periódicos e projetos coletivos outros! Sempre em busca de construir um mundo melhor, que é possível!
Acompanhem o www.neppac.blogspot.com             
Dúvidas, orientações, críticas e sugestões:

Msc. Luciano Magnus de Araújo.
Para Conversações: (96) 8117.7450 – 9153.3458
Emails de contato: LMA3@HOTMAIL.COM
lucianoaraujo3@yahoo.com.br
lucaraujo3@gmail.com
ORKUT: Luc Araújo
Twitter: www.twitter.com/lucaraujo3

terça-feira, dezembro 08, 2009

Sobre toda ética em sala de aula, sobre os compromissos sociais


Ser ético certamente é ser responsável com algo que se apresenta e se julga urgente de responsabilidades e conseqüências. Quando isso repercute no campo do fazer educacional, certamente temos muito sobre o que falar. Qual é a missão ético-moral do educador-professor em sala de aula? Educar resume e amplia o desafio cotidiano da diferença. As simbologias, opiniões e idéias são o substrato do que se faz em sala de aula. Ninguém está livre de querer emitir sua “própria opinião”, mesmo que haja muito espaço para debates sobre como essa dita opinião se constituiu. 
Nenhum ponto de vista é isento, nasceu de alguma conjuntura, repercute cenários possíveis de influências. Como evitar estar em debate em sala de aula não esbarrar nas opiniões dos alunos, como pontos de vista passiveis de verdade. Descartar essas idéias construídas a queima roupa seria, no mínimo, leviano da parte de qualquer educador. Diminuir o que repercute da compreensão dos eventos de todos os dias, na observação daquilo que são os fatos mais evidentes, as repercussões dos meios de comunicação, das conversas em mesa de bar, nos transportes coletivos, nas ruas, como não identificar nisso certa verdade. Educa-se também pela convivência, aliás, nossa forma mais comum de educação. Na sala de aula temos o momento da catarse da opinião, ao menos assim deveria ser.  
A livre opinião deveria ser cultivada, assim o dever ser ético refletido nessa livre expressão se realizando sem barreiras. Mas os obstáculos existem, há vieses que são da pura natureza da argumentação, há as tergiversações ideológicas. A busca pela certeza, num debate, a opinião mais correta, o certo de tudo. Como se numa cidade as esquinas guardassem segredos. E conhecer certos traçados, certos limites, certas narrativas fossem virtudes para melhor viver. Mas há os que conhecem bem pouco da natureza dos argumentos, ou mesmo daquilo que se arvoram a falar. E quando não se preocupam com a diversidade de fontes para se entender a realidade cria nichos de intolerância que se aferram como se fosse a única verdade do mundo. O ouro de todo! Mas existem as vaidades e muitos nem mesmo querem permitir a palavra, quedou-se o debate, morreu a possibilidade de conhecer o que pensa o outro. Não conhecer como se pensa é algo perigoso, o que pensa o outro, o que penso eu mesmo. Não saber pensar é uma das mazelas do mundo contemporâneo. Pensar demais é fruto do tanto demasiado de fontes e perspectivas. Ao final, sabendo que precisamos escolher, o menor trabalho é se aferrar aos fatos, e dizem alguns: “contra fatos não há argumentos”. Quebrou-se a possibilidade de argumentos, acabou-se um sentido do aprendizado em sala de aula, findaram-se as conversações. Nenhum fato é o bastante. Quem estava lá para viver? Quem protagonizou para saber? Quem sentiu para interpretar? 
As adesões são recortes e não cair no erro de catequizações precisa ser algo cuidadosamente ponderado pelo educador. Mas existem ingenuidades a vista. De tão acostumados com terem sempre a autoridade dos professores como emissários do saber, ou quase isso, ou nada disso; os alunos, muitas vezes se arvoram a vôos cegos ao mundo de certas idéias sobre temas tão longe de suas reais vivências que se deixam levar por fatos, apenas fatos. E cegam suas rotinas de pensamento. O mais evidente parece ser o mais real, já que convence aos olhos. Mas, cá ficamos nós, em nossos exercícios de idéias, assim como a boa filosofia nos sugere: duvidar e não se deixar enrijecer. Uma das barreiras que nós educadores certamente nos deparamos quando estamos a emitir opiniões em sala de aula, principalmente em aulas de humanidades e filosofias, toca a idéia de que somos pouco éticos, ou nada, quando tateamos a idéia do outro e a reputamos como mal construída por faltar certas luzes. E nesse caso deixamos muitas vezes de pensarmos em nós mesmos e nos colocamos a pensar que outros estão sendo levados a erros de interpretação, os silogismos. Mas o que seria um erro de interpretação? Quando alguém escolhe ir para direita porque à esquerda há um grande monstro que as imagens na parede mostram como verdade única, coisa que somente eu vejo na adesão dos meus outros colegas que me apóiam sem analisarem o mundo lá fora. E assim vamos nós, educadores, carregando a alcunha de sermos subversivos das idéias dos outros. Esse texto foi construído para ser pouco claro sobre a tal verdade de tudo e muito mais próximo dos compromissos sociais, já que a ética é de ouro... E ainda somos tão tolos nos nossos localismos...
           
Respiros!

E o Distrito Federal? Esse Arruda deve ter sofrido um puxão de orelhas! Ainda não aprendeu menino!
Final de ano chegando, crédito a voar, tenham cuidados!
Qual o papel do professor em sala de aula no ensino privado? Cala-se ou ser conivente?
Sorte aos novos formandos das faculdades e universidade Brasil afora, eles vão precisar.
Férias chegando, nem falem do quanto será bem vinda!
Acompanhem o www.neppac.blogspot.com             
Dúvidas, orientações, criticas e sugestões:

Msc. Luciano Magnus de Araújo.
Para Conversações: (96) 8117.7450
Emails de contato: LMA3@HOTMAIL.COM
lucianoaraujo3@yahoo.com.br
lucaraujo3@gmail.com
ORKUT: Luc Araújo
Twitter: www.twitter.com/lucaraujo3







segunda-feira, outubro 26, 2009

O que representa um evento para se discutir a comunicação? No Amapá...

Esse texto vai para os comunicadores de plantão. Mas que sejam comunicadores que escolheram como ofício de vida serem agentes comprometidos com a informação dos seus expectadores, sejam ouvintes, leitores, ou mais além. Falo com esses que do privilégio de estarem nos estúdios das rádios, nas redações jornalísticas e de revistas, nas televisões, nas academias, nos postos de gestão, aprenderam os deveres éticos das suas responsabilidades, mesmo que não os pratiquem, sabem que existem. É preciso falar sobre os trâmites da comunicação. É urgente se discutir de que maneira serão definidas as maneiras de caminhar para o futuro. Se de agora para frente será construída uma comunicação comprometida com o bem comum ou com parcelas da sociedade, com grupos, com interesses, com particularismos, e de que maneira relacionar as duas modalidades, se assim é possível.  A política da comunicação interessa, a politização da comunição interessa, a despolitização da comunicação interessa, a ideologização da comunicação interessa.
Mas será que consigo chegar próximos desses de quem faço referência? Um evento de comunicação serve para quem? Um grupo seleto? Para falar sobre o que? Assuntos seletos? E a comunidade em geral? E a sociedade?
O papel jornalístico dos meios de comunicação é de serem veículos democráticos, críticos, participantes. Não há, hoje, como ver as sociedades, ditas pós-modernas, sem a presença dos meios de comunicação. Mas, há um perigo em meio (dentre tantos): os veículos estarem nas mãos de pessoas sem nada de compromisso com a sociedade que fazem parte. E o que está sendo falado aqui não é nada que se entenda dentro do contexto fantasioso, segundo alguns, de certos discursos de esquerda, segundo outros, mas fala-se aqui do público a favor do público. Será que existe empresa de comunicação que seja realmente privada? Afinal, toda empresa de comunicação não seria uma concessão? Portanto, tendo a finalidade para a dimensão social. Mas por que será que toda sociedade está alienada dessa condição-entendimento, se é possível usar um termo bem à esquerda? Uma rádio publica é concessão da sociedade para a sociedade, assim como o empreendimento privado. Uma TV, um jornal. Mas onde está o empoderamento público desses espaços? A sociedade se vê representada por esses meios? Quando não há essa representação alguma coisa vai mal. E não estamos falando aqui de programas que exploram o grotesco, o sensacionalista, o espetáculo, mas de propostas de participação coletiva que prezam pela educação do coletivo, pela politização democrática do coletivo, pela qualidade das percepções sobre a realidade histórica.
As muitas perguntas aqui postas são problematizações possíveis para serem discutidas num evento de comunicação, principalmente em terras Tucujú, onde a presença familiar-política é dramaticamente patente. Esse quadro não é exclusivo do contexto local, repete-se como um crescer de ervas daninhas Brasil afora, tornando o campo dos meios de comunicação algo indissociável das vontades parcelares desses grupos, que invariavelmente estão nos espaços de poder, abusando dos recursos ideologizantes, fisiológicos. Assim, torna-se cada vez mais difícil que o ato de comunicação desvirtue o caráter político (entendendo a política maior, a participação política, os indivíduos em busca de seus direitos, sabendo dos seus deveres), como sendo algo das politicagens, fazendo-nos crer que não há mais saída para a política representativa, e, por tabela, para os meios de comunicação, vendidos. Há saída para isso? Sim. Colocarmos isso tudo em discussão é um dos caminhos. Evitar calar os atores sociais. A promoção do debate é necessária. Esse debate precisa ser claro, construtivo, distante de vaidades, de autopromoção. Diretrizes devem ser pensadas, articuladas estratégias, realizadas, os resultados devem ser revistos, novas direções fundamentadas, por fim.  É um processo constante visando os papéis sociais dos meios de comunicação. Parece que pensar no coletivo é algo difícil, que deve ser provocado pelos mais diversos atores sociais como condição fundamental para um processo de comunicação democrático. Essa é somente uma dimensão do desafio. Outras estão automaticamente na agenda das discussões: as mídias sociais, seus impactos e desdobramentos; as relações público-privado e os meios de comunicação; as mídias e o elemento econômico; qualificações, o papel da academia; as convergências das mídias, patrocínios, apoios, projetos; a política e as mídias; empreendedorismos sociais e comunicação; há tanto que falar!
Será que os organizadores e os trabalhadores dos meios de comunicação no Amapá terão a esperada ousadia e liberdade para tocarem certos pontos sensíveis em meio a esses temas? Vamos esperar pra ver. As noticias que temos até agora é que há certo amadorismo em cena. Senhores e senhoras, o mínimo que se espera de vocês é compromisso, até porque vocês estão nos lugares onde a comunicação é pensada. Mas para quem? Que tal respondermos numa boa discussão sem recalques? Espero vocês na Iª Conferência Estadual de Comunicação do Amapá, e ser realizada, quiçá, em novembro do corrente, visando a conferência nacional em Brasília, no mês de dezembro!
Respiros!
E a fundação do senhor do Maranhão-Amapá como anda sem credibilidade e apoio$? Goes Bad!
A Expofeira aqui em Macapá vai de vento em popa, esse modelo já dura 46 edições, contando essa. Uma bela vitrine para o governo, mas...
Ainda há muito o que desenterrar do setor da mineração no Amapá, basta ter disposição de arqueólogo, mas com curiosidade de político ou empreiteiro.
Enquanto isso, fazemos bons contatos por questões mundiais...
Acompanhem o www.neppac.blogspot.com             

Dúvidas, orientações, criticas e sugestões:

Msc. Luciano Magnus de Araújo.
Para Conversações: (96) 8117.7450
Emails de contato: 
LMA3@HOTMAIL.COM
lucianoaraujo3@yahoo.com.br
lucaraujo3@gmail.com
ORKUT: Luc Araújo
Twitter: 
www.twitter.com/lucaraujo3