domingo, fevereiro 27, 2011

UMA IDEIA: Leituras de férias, aprendizados constantes

Depois de um ótimo e merecido período de férias, agora de volta as atividades acadêmicas, preparando aulas, pesquisas em vista, extensão universitária; planejando os processos de ensino-aprendizagem, sem deixar de entender que muito aprendo nas interações e bons diálogos travados em sala. As férias, sinônimo de descanso e distanciamento da rotina foi momento para realizar leituras que ficaram a esperar momento mais calmo e relaxado.
Em geral parece ser comum dos professores, pelo que tenho conversado e debatido, quando chegam período de férias se distanciam de tudo que os faça lembrar o dia-a-dia de textos, papéis, discursos elaborados, idéias difíceis. Querem mesmo, segundo boa maioria, distância do que possa lembrar a labuta. Mas se pensarmos bem, as desejadas férias podem ser momento de aprendizado. Seja com mais ou menos tempo, temos nessa época a possibilidades de buscar novas experiências, contatos, referências. Viajar e ter acesso a bibliotecas, livrarias, acervos, pessoas, instituições deveria ser sim uma fase ao menos anual para todo educador. O sentido não é somente restabelecer o corpo das atividades do trabalho cotidiano na educação, mas igualmente alimentar a mente e a alma de experiências reflexivas. Fazer do tempo de folga um momento de aprendizado. Nisso se incluem as leituras, os livros, as revistas, e todo o conjunto de material relevante às praticas de ensino-aprendizagem que possam valer trazer na mala e no pensamento.
Se em geral o professor e professora reclamam muitas vezes do pouco tempo que possuem para atividades outras que não seja a sala de aula, os planejamentos e temas afins que a escola ou a academia exigem, ainda assim, é preciso valorizar as semanas de folga anual ou mesmo semestral, em alguns casos. Dar-se o prazer de ler um livro com mais atenção e tempo. Degustando a trama, os argumentos, sem a pressa de fechar logo os planejamentos é algo de muita satisfação. Mas até para saber aproveitar esse tempo é preciso ter critérios. Se me permitem um comentários sobre minhas leituras dessa época... Costumo ler nas férias biografias, material sobre artes, romances maiores que me permitam mergulhar em tramas e viver o imaginário de épocas, as relações entre personagens, estudar estilos de escrita, mergulhar nos processos criativos. Assim o fiz nessas férias de 2010-2011. Li a biografia de Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones. Em princípio, para alguns, pode ser mais um livro de um artista que passou suas complicações no mundo da música, mas o volume traz belas informações sobre bastidores da música, particularidades sobre a formação de um dos mais sugestivos estilos de música, o blues. Vale ler. Li sobre história da arte, procurando ver no tempo quais as relações entre as mais variadas manifestações da arte numa perspectiva sociológica e antropológica. A biografia do músico brasileiro Lobão foi lida com curiosidade sobre a formação da mentalidade de uma época, o rock brasileiro em ebulição. Li ainda Tieta do agreste, de Jorge Amado, um desses romances em que o autor conversar com o leitor e sugere estados de espírito semelhantes àqueles que Machado de Assis nos brinda em Memórias Póstumas de Brás Cubas; sem deixar de falar que as histórias são por demais hilariantes.  Fiz ainda algumas incursões desejadas por livros de teoria antropológica, mesmo que sem tanto critério, lendo uns textos esparsos.
Certamente a tônica das leituras que fiz demanda afinidades que devem com mais ou menos cuidado (ou mais ou menos critério, ou liberdade) ser a prática dos educadores. Visitem as livrarias e bibliotecas, se permitam um bom passeio pelas entre as estantes, deixem os olhos e as mãos tocar os livros, estabeleçam esse contato de sensibilidades. Deixem a curiosidade acontecer. Façam de seus momentos de folga, ou em meio aos períodos de trabalho, instantes de renovação e reflexão. A formação continuada deve acontecer de maneira a tornar o ato de aprendizado um prazer constante. Seja na leitura de planejamento, de atualização, de prazer, nos debates, nos círculos de estudo. Certamente mais uma multidão de indicações devem aparecer para os períodos de recesso quando o educador e a educadora se disponibilizam a tornar constante sua curiosidade e aprendizado. As salas de aulas tornam-se mais iluminadas e criativas quando essas experiências são compartilhadas e fomentadas. Bem vindo 2011!

Respiros!

- A conquista do lar é mesmo emocionante!
- Um dia o amor pode acabar...
- Sorte aos gestores do Estado do Amapá.
- Acreditando mais no poder das amizades...
- Começo mais um caderno azul...

Um comentário:

Fanzine Episódio Cultural disse...

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